18/09/2025 | A Nova Tese do TJ-SC sobre Usucapião: Impactos para o Mercado Imobiliário

18/09/2025 | A Nova Tese do TJ-SC sobre Usucapião: Impactos para o Mercado Imobiliário

Recentemente o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) fixou uma tese em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) que pode transformar a forma como lidamos com a regularização de imóveis no Brasil.

🔎 O que mudou?

A decisão estabelece que a usucapião não pode ser utilizada como atalho quando existe um contrato de compra e venda que, em tese, permitiria a regularização por meios tradicionais — como escritura pública, adjudicação compulsória ou registro.

Em outras palavras: só será admitida a usucapião quando houver um impedimento concreto e comprovado à regularização formal. Exemplos são casos de imóveis sem matrícula, loteamentos irregulares ou situações em que o comprador simplesmente não tem outro caminho legal.

📌 Por que isso importa?

Até então, havia divergência entre magistrados catarinenses:

•   Alguns extinguiam o processo de usucapião logo de início se houvesse contrato.
•   Outros admitiam a continuidade da ação, mesmo com contrato informal.

Com a tese unificada, o TJ-SC buscou dar segurança jurídica e, ao mesmo tempo, coibir o uso indevido da usucapião como forma de evitar tributos e custos cartorários (como ITBI e emolumentos).

🏘️ Impactos práticos

•   Para compradores: maior previsibilidade, mas também mais responsabilidade. Não basta alegar posse; será necessário demonstrar a impossibilidade de regularizar por vias normais.
•   Para vendedores: a decisão reforça a importância de estruturar corretamente os contratos e registros, evitando disputas longas e custosas.
•   Para o mercado imobiliário: pode trazer estabilidade, mas também tende a reduzir a velocidade de regularização de imóveis em algumas situações.

💡 Reflexão final

Esse julgamento (IRDR nº 5061611-54.2022.8.24.0000) marca um divisor de águas na regularização imobiliária.
Mais do que nunca, advogados, incorporadores e compradores precisam avaliar se há realmente um óbice jurídico antes de optar pela via da usucapião.

👉 E você, como vê essa decisão?

•   Avanço para a segurança jurídica?
•   Ou um endurecimento que pode travar a regularização de muitos imóveis no país?

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